Rítmos Brasileiros

18/02/2012 23:52

 

Rítmos Brasileiros

 

  ·         Axé  

·         Baião

·         Bossa Nova

·         Bumba meu boi

·         Caboclinho

·         Carimbó

·         Caxambú

·         Choro

·         Coco

·         Congo

·         Forró

·         Frevo

·         Maracatu

·         Maculelê

·         Moda de Viola

·         MPB

·         Pagode

·         Partido alto

·         Repente

·         Samba canção

·         Samba enredo

·         Samba-de-roda

·         Sertanejo

·         Rasqueado

·         Vanerão

·         Xaxado

·         Xote


 

  Axé  

 

O Axé Music, ou simplesmente Axé, é um gênero musical surgido no estado da Bahia na década de 1980, durante as manifestações populares do carnaval de Salvador, que mistura a Marcha das Músicas Latino-caribenhas com Frevo pernambucano, forró, Maracatu, Reggae e Calypso, que é derivado do Reggae.

 

No entanto, o termo Axé Music é utilizado erroneamente para designar todos os rítmos de raízes africanas ou o estilo de música de qualquer banda ou artista que provém da Bahia. Sabe-se hoje, que nem toda música baiana é Axé, pois lá há o Olodum, um rítmo da África do Sul, Samba de Roda e Pagode produzidos por algumas bandas, Calipso, proveniente do Caribe e Samba-reggae, uma novidade.

 

A palavra "axé" é uma saudação religiosa usada no candomblé e na umbanda, que significa energia positiva. Expressão corrente no circuito musical soteropolitano, ela foi anexada à palavra da língua inglesa music pelo jornalista Hagamenon Brito para formar um termo que designaria pejorativamente aquela música dançante com aspirações internacionais.

 

Com o impulso da mídia, o axé music rapidamente se espalhou pelo país todo (com a realização de carnavais fora de época, “as micaretas”), e fortaleceu-se como indústria, produzindo sucessos durante todo o ano.

 

Guitarras elétricas

 

As origens do axé estão na década de 1950, quando Dodô e Osmar começam a tocar o frevo pernambucano em rudimentares guitarras elétricas (batizadas de guitarras baianas) em cima de uma Fobica (um Ford 1929). Nascia o trio elétrico, atração do carnaval baiano que Caetano Veloso chamou a atenção em 1968 na canção "Atrás do Trio Elétrico". Mais tarde, Moraes Moreira, dos Novos Baianos, teria a idéia de subir num trio (que era apenas instrumental) para cantar – foi o marco zero do axé music. Paralelamente ao movimento dos trios, aconteceu o da proliferação dos blocos-afro: Filhos de Gandhi (do qual Gilberto Gil faz parte), Badauê, Ilê Ayê, Muzenza, Araketu e Olodum. Eles tocavam ritmos africanos como o ijexá, brasileiros como o maracatu e o samba (os instrumentos eram os das escolas de samba do Rio) e caribenhos como o merengue.

 

Com a cadência e as letras das canções de Bob Marley nos ouvidos, o Olodum criou um rítmo próprio que misturava Axé, Música Latina, Reggae e também Música Africana, estilo com forte caráter de afirmação da negritude, que fez sucesso em Salvador dos anos de 1980 com artistas como Lazzo, Tonho Matéria, Gerônimo e a Banda Reflexus – as canções chegavam ao Sudeste em discos na bagagem dos que lá passavam férias. Logo, Luiz Caldas (do trio Tapajós) e Paulinho Camafeu tiveram a idéia de juntar o frevo elétrico dos trios e o ijexá. Surgiu assim o "Deboche", que rendeu em 1986 o primeiro sucesso nacional daquela cena musical de Salvador: Fricote, gravado por Caldas. A modernidade das guitarras se encontrava com a tradição dos tambores em mistura de alta octanagem.

 

Uma nova geração de estrelas aparecia para o Brasil: Lazzo, Banda Reflexus (do sucesso Madagascar Olodum), Sarajane, Cid Guerreiro (do Ilariê, gravado por Xuxa), Chiclete com Banana (que vinha de uma tradição de bandas de baile, blocos-afro e trios elétricos), Banda Cheiro de Amor (com Márcia Freire e Margareth Menezes, a primeira a engatilhar carreira internacional, com a bênção do líder da banda americana de rock Talking Heads, David Byrne). Pouco tempo depois, o Olodum estaria sendo convidado pelo cantor e compositor americano Paul Simon para gravar participação no disco The Rhythm of The Saints.

 

Guinada para o Frevo e Pop Rock

 

Aquela nova música baiana avançaria mais ainda na direção do pop em 1992, quando o Araketu resolveu injetar eletrônica nos tambores, e o resultado foi o disco Araketu, gravado pelo selo inglês independente Seven Gates, e lançado apenas na Europa. No mesmo ano, Daniela Mercury lançaria O Canto da Cidade, e o Brasil se renderia de vez ao axé. Aberta a porta, vieram Asa de Águia, Banda Eva (que nasceu do Bloco Eva e revelou Ivete Sangalo), Banda Mel (que depois assinaria como Bamdamel), Banda Cheiro de Amor, Ricardo Chaves e tantos outros nomes. A explosão comercial do axé passou longe da unanimidade. Dorival Caymmi reprovou suas qualidades artísticas, Caetano Veloso as endossou. Das tentativas de incorporar o repertório das bandas de pop rock, nasceu a marcha-frevo, que transformou sucessos como Eva (Rádio Táxi) e Me Chama (Lobão) em mais combustível para a folia.

 

Enquanto o axé se fortalecia comercialmente, alguns nomes buscavam alternativas criativas para a música baiana. O mais significativo deles foi a Timbalada, grupo de percussionistas e vocalistas liderado por Carlinhos Brown (cuja Meia Lua Inteira tinha estourado na voz de Caetano), que veio com a proposta de resgatar o som dos timbaus, que há muito tempo estavam restritos à percussão dos terreiros de Candomblé. Paralelamente à Timbalada, Brown lançou dois discos solos – Alfagamabetizado (1996) e Omelete Man (1998), que com sua autoral incorporação de várias tendências do pop e da MPB à música baiana, obteve grande reconhecimento no exterior. Além disso, ele desenvolveu um trabalho social e cultural de alta relevância entre a população da comunidade carente do Candeal, com a criação do espaço cultural Candyall Guetho Square, o grupo de percussão Lactomia (para formar uma nova geração de instrumentistas) e a escola de música Paracatum.

 

Enquanto isso, os nomes de sucesso da música baiana multiplicavam-se: aos então conhecidos Banda Eva, Bamdamel, Araketu (que em 1994 vendeu 200 mil cópias do disco Araketu Bom Demais), Chiclete com Banana e Cheiro de Amor, juntaram-se o ex-Beijo Netinho e os grupos Jammil e Uma Noite, Pimenta N´Ativa e Bragadá.

 

Declínio e surgimento do Samba Reggae

 

Depois da década de 1990 a intitulada Axé Music perdeu forças para música internacional. Desta forma, os gêneros musicais brasileiros, até mesmo o pagode, saíram do sucesso máximo nas rádios, bares, restaurantes e clubes.

 

Os rítmos que compõem o movimento mercadológico do Axé Music continuam a existir, mas os lançamentos dos mais famosos artistas de Axé estão com poucas vendagens de discos e gravações repetitivas. Paralelamente, surgiu uma nova manifestação musical no estado da Bahia que trouxe o samba de volta à música baiana, mas agora não na forma de samba-de-roda, mas uma mistura entre o samba, às vezes pagode, aliada à melodia reggae das músicas latinas e a presença do carácter de negritude com os atabaques na música. O samba-reggae, como é chamado por artistas famosos, apesar de ter origem na Bahia, não é considerado Axé e sim um estilo da Música Popular Brasileira independente e inovador.

 

 

Baião

 

Originalmente, era o nome dado à parte musical executava com a viola pelos repentistas do Nordeste nos intervalos dos cantos de desafio. Ganhou status de gênero musical em 1946, com Luiz Gonzaga.

 

 

História

 

Esse gênero musical foi transformado em música popular urbana no início da década de 1940 através do trabalho de Luiz Gonzaga considerado o "Rei do Baião" e Humberto Teixeira, chamado de "O doutor do baião".

 

O baião teria nascido de uma forma especial dos violeiros tocarem lundu na zona rural do Nordeste estruturando-se em seguida como música de dança.

 

Há também um parentesco do "arrasta-pé" do baião com as danças indígenas, sendo uma cena folclórica a dança do sertanejo com as mãos atrás das costas e dançando com uma perna a frente da outra.

 

O grande divulgador e fixador do baião cantado como gênero de música popular brasileira foi Luiz Gonzaga. A maioria dos baiões bem sucedidos no mercado interno brasileiro é constituída de baiões cantados por Luiz Gonzaga, Carmélia Alves, Quatro Ases e Um Coringa, Luiz Vieira.

 

Há, entretanto o baião instrumental de Waldir Azevedo que abriu o caminho para a divulgação do ritmo por todo o mundo. Delicado é um exemplo significativo, que acabou recebendo duas letras: a que foi cantada por Carmen Miranda na sua última apresentação pública, no show do Jimmy Duran e a que Ademilde Fonseca gravou no Brasil.

 

O que se chama hoje de forró remete-se, na verdade a diversos ritmos nordestinos, dentre eles o baião. O forró tem enorme aceitação no Brasil inteiro, mas, assim como outros gêneros musicais, já sofre com a indústria cultural que cria grupos e bandas que diluem as influências nordestinas em baladas pop dotadas de apelo comercial.

 

 

Bossa Nova

 

A bossa nova é um movimento da música popular brasileira surgido no final da década de 1950 e início da de 1960. De início, o termo era apenas relativo a um novo modo de cantar e tocar samba naquela época. Anos depois, Bossa Nova se tornaria um dos gêneros musicais brasileiros mais conhecidos em todo o mundo, especialmente associados a João Gilberto.

 

Antecedentes

 

A palavra bossa apareceu pela primeira vez na década de 1930, em Coisas Nossas, samba do popular cantor Noel Rosa: O samba, a prontidão/e outras bossas,/são nossas coisas (...). A expressão bossa nova passou a ser utilizada também na década seguinte para aqueles sambas de breque, baseado no talento de improvisar paradas súbitas durante a música para encaixar falas.

 

Alguns críticos musicais destacam a grande influência que a cultura norte-americana do Pós-Guerra combinada ao impressionismo erudito, de Debussy e Ravel, teve na bossa nova, especialmente do jazz. Além disso, havia um fundamental inconformismo com o formato musical de época,

 

Um embrião do movimento, já na década de 1950, eram as reuniões casuais, frutos de encontros de um grupo de músicos da classe média carioca em apartamentos da zona sul, como o de Nara Leão, na Avenida Atlântica, em Copacabana. Nestes encontros, cada vez mais frequentes, a partir de 1957, um grupo se reunia para fazer e ouvir música. Dentre os participantes estavam novos compositores da música brasileira, como Billy Blanco, Carlos Lyra, Roberto Menescal e Sérgio Ricardo, entre outros. O grupo foi aumentando, abraçando também Chico Feitosa, João Gilberto, Luiz Carlos Vinhas, Ronaldo Bôscoli, entre outros.

 

Primeiro movimento musical brasileiro egresso das faculdades, já que os primeiros concertos foram realizados em âmbito universitário, pouco a pouco aquilo que se tornaria a bossa nova foi ocupando bares do circuito de Copacabana, no chamado Beco das Garrafas. No final de 1957, numa destas apresentações, participaram Carlos Lyra, Ronaldo Bôscoli, Sylvia Telles, Roberto Menescal e Luiz Eça, onde foram anunciados como "(...)grupo bossa nova apresentando sambas modernos".

 

Início oficial

 

Movimento que ficou associado ao crescimento urbano brasileiro-impulsionado pela fase desenvolvimentista da presidência de Juscelino Kubitschek (1955-1960)-, a bossa nova iniciou-se para muitos críticos quando foi lançado, em agosto de 1958, um compacto simples do violonista baiano João Gilberto (considerado o papa do movimento), contendo as canções Chega de Saudade (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) e Bim Bom (do próprio cantor).

 

Meses antes, João participara de Canção do Amor Demais, um álbum lançado em maio daquele mesmo ano e exclusivamente dedicado às canções da iniciante dupla Tom/Vinicius, interpretado pela cantora fluminense Elizeth Cardoso. De acordo com o escritor Ruy Castro (em seu livro Chega de saudade, de 1990), este LP não foi um sucesso imediato ao ser lançado, mas o disco pode ser considerado um dos marcos da bossa nova, não só por ter trazido algumas das mais clássicas composições do gênero - entre as quais, Luciana, Estrada Branca, Outra Vez e Chega de Saudade-, como também pela célebre batida do violão de João Gilberto, com seus acordes dissonantes e inspirados no jazz norte-americano - influência esta que daria argumentos aos críticos da bossa nova.

 

Outras das características do movimento eras suas letras que, contrastando com os sucessos de até então, abordavam temáticas leves e descompromissadas - exemplo disto, Meditação, de Tom Jobim e Newton Mendonça. A forma de cantar também se diferenciava da que se tinha na época. Segundo o maestro Júlio Medaglia, "desenvolver-se-ia a prática do canto-falado ou do cantar baixinho, do texto bem pronunciado, do tom coloquial da narrativa musical, do acompanhamento e canto integrando-se mutuamente, em lugar da valorização da 'grande voz'".

 

Em 1959, era lançado o primeiro LP de João Gilberto, Chega de saudade, contendo a faixa-título - canção com cerca de 100 regravações feitas por artistas brasileiros e estrangeiros. A partir dali, a bossa nova era uma realidade. Além de João, parte do repertório clássico do movimento deve-se as parcerias de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Além de Chega de saudade, os dois compuseram Garota de Ipanema, outra representativa canção da bossa nova, que se tornou a canção brasileira mais conhecida em todo o mundo, depois de Aquarela do Brasil (Ary Barroso), com mais de 169 gravações, entre as quais de Sarah Vaughan, Stan Getz, Frank Sinatra (com Tom Jobim), Ella Fitzgerald entre outros. É de Tom Jobim também, junto com Newton Mendonça, as canções Desafinado e Samba de uma Nota Só, dois dos primeiros clássicos do novo gênero musical brasileiro a serem gravados no mercado norte-americano a partir de 1960.

Reconhecimento

 

Com o passar dos anos, a bossa nova que no Brasil era inicialmente considerada música de "elite" (cultural), tornou-se cada vez mais popular com o público brasileiro, em geral. Em 1962, foi realizado um histórico concerto no Carnegie Hall de Nova Iorque, consagrando mundialmente o estilo musical. Deste espetáculo, participaram entre outros Tom Jobim, João Gilberto, Oscar Castro Neves, Agostinho dos Santos, Luiz Bonfá, Carlos Lyra, Sérgio Mendes, Roberto Menescal, Chico Feitosa, Normando Santos, Milton Banana, Sérgio Ricardo, além de artistas que pouco tinham a ver com a bossa nova, como o pianista argentino Lalo Schifrin.

 

Mudanças

 

Em meados da década de 1960, o movimento apresentaria uma espécie de cisão ideológica, formada por Marcos Valle, Dori Caymmi, Edu Lobo, Francis Hime e Joyce e estimulada pelo Centro Popular de Cultura da UNE. Inspirada em uma visão popular e nacionalista, este grupo fez uma crítica das influências do jazz norte-americano na bossa nova e propôs sua reaproximação com compositores de morro, como o sambista Zé Ketti. Um dos pilares da bossa, Carlos Lyra, aderiu a esta corrente, assim como Nara Leão, que promoveu parcerias com artistas do samba como Cartola e Nelson Cavaquinho e baião e xote nordestinos como João do Vale. Nesta fase de releituras da bossa nova, foi lançado em 1966 o antológico LP "Afro-sambas, de Vinicius de Moraes e Baden Powell.

 

Entre os artistas que se destacaram nesta segunda geração (1962-1966) da bossa nova estão Paulo Sérgio Valle, Edu Lobo, Ruy Guerra, Pingarilho, Marcos Vasconcelos, Dori Caymmi, Nelson Motta, Francis Hime, Wilson Simonal, entre outros.

 

Fim do movimento, da bossa à MPB

 

Um dos maiores expoentes da bossa nova comporia um dos marcos do fim do movimento. Em 1965, Vinícius de Moraes compôs, com Edu Lobo, Arrastão. A canção seria defendida por Elis Regina no I Festival de Música Popular Brasileira (da extinta TV Excelsior), realizado no Guarujá naquele mesmo ano. Era o fim da bossa nova e o início do que se rotularia MPB, gênero difuso que abarcaria diversas tendências da música brasileira até o início da década de 1980 - época em que surgiu um pop/rock nacional renovado.

 

A MPB nascia com artistas novatos, da segunda geração da bossa nova, como Geraldo Vandré, Edu Lobo e Chico Buarque de Holanda, que apareciam com frequência em festivais de música popular. Bem-sucedidos como artistas, eles tinham pouco ou quase nada de bossa nova. Vencedoras do II Festival de Música Popular Brasileira, realizado em São Paulo em 1966, Disparada, de Geraldo, e A Banda, de Chico, podem ser consideradas marcos desta ruptura e mutação da bossa em MPB.

 

 

 

 

Legado

 

Hoje em dia, inúmeros concertos dedicados à bossa nova são realizados, entre os quais, entre 2000 e 2001, os intitulados 40 anos de Bossa Nova, com Roberto Menescal e Wanda Sá.

 

O fim cronológico da bossa não significou a extinção estética do estilo. O movimento foi uma grande referência para gerações posteriores de artistas, do jazz (a partir do sucesso estrondoso da versão instrumental de Desafinado pela dupla Stan Getz e Charlie Byrd) a uma corrente pós-punk britânica (de artistas como Style Council, Matt Bianco e Everything But the Girl).

 

Seu legado é valioso, deixando várias jóias da música nacional, dentre as quais Chega de Saudade, Garota de Ipanema, Desafinado, O barquinho, Eu Sei Que Vou Te Amar, Se Todos Fossem Iguais A Você, Outra Vez, Coisa mais linda, Corcovado, Insensatez, Maria Ninguém, Samba de uma nota só, O pato, Lobo Bobo, Saudade fez um Samba

 

 

Grandes nomes

Antônio Carlos Jobim

Astrud Gilberto

Baden Powell

Carlos Lyra

João Gilberto

Marcos Valle

Nara Leão

Oscar Castro Neves

Roberto Menescal

Ronaldo Bôscoli

Sergio Mendes

Sylvia Telles

Stan Getz

Vinicius de Moraes

Os Cariocas

Alaíde Costa

Claudette Soares

Danilo Caymmi

Elizeth Cardoso

João Donato

Johnny Alf

Luís Bonfá

Luiz Eça

Maysa

Miúcha

Toquinho

 

Bumba Meu Boi

 

Bumba-meu-boi, boi-bumbá ou pavulagem é uma dança do folclore popular brasileiro, com personagens humanos e animais fantásticos, que gira em torno da morte e ressurreição de um boi. Hoje em dia é muito popular e conhecida.

Índice

 

A origem

 

A origem do boi-bumbá remete ao século XVIII, resultante das divergências e do relacionamento entre os escravos e os senhores nas casas grandes e senzalas. Refletia as condições sociais de negros e índios.

 

A essência da lenda enlaça a sátira, a comédia, a tragédia e o drama, e demonstra sempre o contraste entre a fragilidade do homem e a força bruta de um boi.

 

A festa do boi-bumbá surgiu no nordeste do país, mas disseminou-se por quase todos os estados da Amazônia e Pará em especial o Amazonas, visitado anualmente por milhares de turistas que vão para conhecer o famoso Festival Folclórico de Parintins, realizado desde 1913.

 

Do ponto de vista teatral, o folguedo deriva da tradição espanhola e da portuguesa, tanto no que diz respeito ao desfile como à representação propriamente dita; tradição de se encenarem peças religiosas de inspiração erudita, mas destinadas ao povo para comemorar festas católicas nascidas na luta da Igreja contra o paganismo. Esse costume foi retomado no Brasil pelos jesuítas em sua obra de evangelização dos indígenas, negros e dos próprios portugueses aventureiros e conquistadores no catolicismo, por meio da encenação de pequenas peças.

 

Como dança dramática, o bumba-meu-boi adquire através dos tempos algumas características dos autos medievais, o que lhe dá o seu caráter de veículo de comunicação. Simples, emocional, direto, linguagem oral, narrativa clara e uma ampla identificação por parte do público, tomando semelhanças com a comédia satírica ou tragicomédia pela estrutura dramática dos seus personagens alegóricos, os incidentes cômicos e contextuais, a gravidade dos conflitos e o desenlace quase sempre alegre, que funciona como um processo catártico.

 

Ao espalhar-se pelo país, o bumba-meu-boi adquire nomes, ritmos, formas de apresentação, indumentárias, personagens, instrumentos, adereços e temas diferentes. Dessa forma, enquanto no Maranhão, Rio Grande do Norte e Alagoas é chamado bumba-meu-boi, no Pará e Amazonas é boi-bumbá ou pavulagem; em Pernambuco é boi-calemba ou bumbá; no Ceará é boi-de-reis, boi-surubim e boi-zumbi; na Bahia é boi-janeiro, boi-estrela-do-mar, dromedário e mulinha-de-ouro; no Paraná, em Santa Catarina, é boi-de-mourão ou boi-de-mamão; em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Cabo Frio é bumba ou folguedo-do-boi; no Espírito Santo é boi-de-reis; no Rio Grande do Sul é bumba, boizinho, ou boi-mamão; em São Paulo é boi-de-jacá e dança-do-boi.

 

Bumba-meu-boi no Maranhão

 

No Maranhão o bumba-meu-boi delimita um universo rico e pujante, que mistura lazer, trabalho, compromissos, festas, artes, ritos, mitos, performances, crenças e devoção. Envolve milhares de maranhenses ao longo de seu ciclo festivo, que se estende durante quase todo o ano, embora seu período de maior ebulição esteja concentrado no mês de junho. Em linhas gerais, consiste na brincadeira que faz dançar, cantar e tocar, em volta de uma carcaça de boi bailante, um agregado de pessoas que se tratam por brincantes. Esses brincantes organizam-se em grupos conhecidos localmente como bumba-meu-boi, bumba-boi ou simplesmente boi. O universo do bumba-meu-boi comporta diversos sotaques ou estilos de brincar: sotaque da ilha, sotaque de orquestra, sotaque da baixada. Cada sotaque engloba uma série de grupos com determinadas características que os aproximam entre si e os separam de outros grupos pertencentes a outro sotaque; todos os sotaques, contudo, são vistos como partes, ou aspectos, de um mesmo fenômeno cultural.

 

O bumba-meu-boi no Maranhão é parte integrante das festas juninas, aonde de início os grupos só se apresentavam do dia 24 de junho, dia de São joão até o dia 30 do mesmo mês, dia de São Marçal. Mas na verdade, a festa no Maranhão começa mesmo no mês de março, após as arrecadações para a brincadeira, quando começam a montar as roupas e o próprio boi, sendo este feito em fibra de buriti e seu couro é feito de veludo revestido por missangas e só termina após a morte do boi, que geralmente ocorre no mês de outubro.

 

Bibliografia

 

* CARVALHO, Maria Michol Pinho de. 1995. Matracas que desafiam o tempo: é o bumba-boi do Maranhão. São Luís: s/e.

* PRADO, Regina de Paula Santos. 1977. Todo ano tem: as festas na estrutura social camponesa. Dissertação de Mestrado em Antropologia. Rio de Janeiro: PPGAS-MN/UFRJ.

 

Carimbó

 

O Carimbó é um ritmo de origem negra com influências portuguesas (os estalos dos dedos e palmas em algumas partes da dança), pertencente ao folclore amazônico. Surgida em torno de Belém na zona do salgado (Marapanim, Curuçá, Algodoal...) e na Ilha de Marajó, passou de uma dança tradicional para um ritmo moderno, influenciando a lambada e o zouk.

 

Na forma tradicional, é acompanhada por tambores feitos com troncos de árvores afinados a fogo: Esses tambores têm origem na África e também são chamados de carimbó ou curimbó. A dança é executada em pares.

 

Nos anos 60 e 70, adicionaram-se ao carimbó instrumentos elétricos (como guitarras) e influências do merengue e da cúmbia. O ritmo tornou-se popular no Nordeste do Brasil e gerou a lambada, que espalhou-se para o resto do mundo (que ironicamente foi popularizada por um grupo boliviano, Los K'jarkas).

 

A formação instrumental original do carimbó era composta por dois curimbós: um alto e outro baixo, em referência aos timbres (agudo e grave) dos instrumentos; uma flauta de madeira (geralmente de ébano ou acapú), maracas (depois milheiros) e uma viola cabocla de quatro cordas, posteriormente substituída pelo banjo artesanal, feito com madeira, cordas de náilon e couro de veado. Hoje o instrumental incorpora outros instrumentos de sopro, como flautas, clarinetes e saxofones.

 

Sendo a música preferida pelos pescadores marajoaras (ainda não conhecida como carimbó) o ritmo atravessou a baía de Guajará com esses pescadores e veio dar em praias do salgado paraense. Em alguma região próxima às cidades de Marapanim e Curuçá, o gênero se solidificou, ganhando o nome que tem hoje. Maranhãozinho, no município de Marapanim; e Aranquaim, em Curuçá, são dois dos sítios que reivindicam hoje a paternidade do gênero "Carimbó", sendo o primeiro o mais provável deles. Em Marapanim, na região do Salgado, nordeste paraense, o gênero é bastante cultivado, acontecendo anualmente o "Festival de Carimbó de Marapanim - O Canto Mágico da Amazônia", no mês de novembro.

 

 

Choro

 

O Choro, popularmente chamado de chorinho, é um gênero musical, uma música popular e instrumental brasileira, com mais de 130 anos de existência. Os conjuntos que o executam são chamados de regionais e os músicos, compositores ou instrumentistas, são chamados de chorões. Apesar do nome, o gênero é em geral de ritmo agitado e alegre, caracterizado pelo virtuosismo e improviso dos participantes, que precisam ter muito estudo e técnica, ou pleno domínio de seu instrumento. O choro é considerado a primeira música popular urbana típica do Brasil e difícil de ser executado.

 

O conjunto regional é geralmente formado por um ou mais instrumentos de solo, como flauta, bandolim e cavaquinho, que executam a melodia, o cavaquinho faz o centro do ritmo e um ou mais violões e o violão de 7 cordas formam a base do conjunto, além do pandeiro como marcador de ritmo.

 

Surgiu provavelmente em meados de 1870, no Rio de Janeiro, e nesse início era considerado apenas uma forma abrasileirada dos músicos da época tocarem os ritmos estrangeiros, que eram populares naquele tempo, como os europeus xote, valsa e principalmente polca, além dos africanos como o lundu. O flautista Joaquim Calado é considerado um dos criadores do Choro, ou pelo menos um dos principais colaboradores para a fixação do gênero, quando incorporou ao solo de flauta, dois violões e um cavaquinho, que improvisavam livremente em torno da melodia, uma característica do Choro moderno, que recebeu forte influência dos ritmos que no início eram somente interpretados, demorando algumas décadas para ser considerado um gênero musical.

 

Alguns dos chorões mais conhecidos são Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha. Alguns dos choros mais famosos são

 

* "Tico-Tico no Fubá", de Zequinha de Abreu

* "Brasileirinho", de Waldir Azevedo

* "Noites Cariocas", de Jacob do Bandolim

* "Carinhoso", de Pixinguinha

 

Dentre as composições de Heitor Villa-Lobos, o ciclo dos Choros é considerado a mais significativa. O chorão mais conhecido e ativo na atualidade é o virtuoso flautista e compositor Altamiro Carrilho, que já se apresentou em mais de 40 países difundindo o gênero.

 

 

História do Choro

 

Século XIX

O flautista Joaquim Calado, um dos criadores do choro

O flautista Joaquim Calado, um dos criadores do choro

A jovem Chiquinha Gonzaga em 1865 aos 18 anos

A jovem Chiquinha Gonzaga em 1865 aos 18 anos

Anacleto de Medeiros

Anacleto de Medeiros

Ernesto Nazareth

Ernesto Nazareth

 

A história do Choro provavelmente começa em 1808, ano em que a Família Real portuguesa chegou ao Brasil. Em 1815 a cidade do Rio de Janeiro foi promulgada capital do `Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves´. Em seguida passou por uma reforma urbana e cultural, quando foram criados cargos públicos. Com a corte portuguesa vieram instrumentos de origem europeia como o piano, clarinete, violão, saxofone, bandolim e cavaquinho e também músicas de dança de salão europeias, como a valsa, quadrilha, mazurca, modinha, minueto, xote e principalmente a polca, que viraram moda nos bailes daquela época. Esta última foi apresentada ao público em Julho de 1845.

 

A reforma urbana, os instrumentos e as músicas estrangeiras, juntamente com a abolição do tráfico de escravos no Brasil em 1850, podem ser considerados uma "receita" para o surgimento do Choro, já que possibilitou a a emergência de uma nova classe social, a classe média, composta por funcionários públicos, instrumentistas de bandas militares e pequenos comerciantes, geralmente de origem negra, nos subúrbios do Rio de Janeiro. Essas pessoas, sem muito compromisso, passaram a formar conjuntos para tocar de "ouvido" essas músicas, que juntamente com alguns ritmos africanos já enraizados na cultura brasileira, como o batuque e o lundu, passaram a ser tocadas de maneira abrasileirada pelos músicos que foram então batizados de chorões.

 

Embora não se possa fixar uma música ou uma data para o surgimento de um gênero musical, pois se trata de um processo lento e contínuo, dentre esses músicos se destacou o flautista Joaquim Antônio da Silva Calado e seu conjunto, surgido por volta de 1870, que ficou conhecido como "O Choro de Calado". Esse flautista era professor da cadeira de flauta do Conservatório Imperial, portanto tinha grande conhecimento musical e reunia os melhores músicos da época, que tocavam por simples prazer. O conjunto de Calado era composto de dois violões, um cavaquinho e sua flauta, que era o instrumento de solo. Devido ao fato das flautas serem de ébano, essa formação era também chamada de "pau-e-corda". No conjunto de Calado os instrumentistas de cordas tinham liberdade e todos eram bons em fazer, de propósito, improvisos sobre o acompanhamento harmônico e modulações complicadas com o intuito de "derrubar" os outros músicos. Ou seja, foi desenvolvido um novo diálogo entre solo e acompanhamento, uma característica do Choro atual. Logo, outros conjuntos com essa mesma formação apareceram.

 

Desse modo, Joaquim Calado é considerado um dos criadores do Choro, ou pelo menos um dos principais colaboradores para o surgimento do gênero.

 

A polca "Flor Amorosa", composta por Calado e Catulo da Paixão Cearense em 1867, é tocada até hoje pelos chorões e tem características do choro moderno, portanto é considerada a primeira composição do gênero. Desse conjunto fez parte Viriato Figueira, seu aluno e amigo e também sua amiga, a maestrina Chiquinha Gonzaga, uma pioneira como a primeira chorona, compositora e pianista do gênero. Em 1897, Chiquinha compôs "Gaúcho" ou "Corta-Jaca", uma grande contribuição ao repertório do gênero. Outras composições de destaque foram "Atraente" e "Lua Branca".

 

O Choro, nesse início, era considerado apenas uma maneira mais emotiva ou chorosa de se interpretar aquelas músicas, portanto recebeu forte influência das mesmas, porém aos poucos a música gerada sob o improviso dos chorões foi perdendo as características dos seus países de origem e os conjuntos de choro proliferaram na cidade, estendendo-se ao Brasil. No final do século XIX e início do século XX outros instrumentos de sopro e cordas, como o bandolim, o clarinete, o oficlide e o flautim foram incorporados aos conjuntos e utilizados também pelos solistas. As primeiras composições de Choro com características próprias foram compostas por Joaquim Calado, Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros e Ernesto Nazareth, dentre outros. Porém, o Choro só começou a ser considerado como gênero musical na primeira década do século XX.

 

Origem do termo

 

Existe controvérsia entre os pesquisadores sobre a origem da palavra "choro", porém essa palavra pode significar várias coisas.

 

* Choro pode derivar da maneira chorosa de se tocar as músicas estrangeiras no final do século XIX e os que a apreciavam passaram a chamá-la de música de fazer chorar. Daí o termo Choro. O próprio conjunto de choro passou a ser denominado como tal, por exemplo, "Choro do Calado".

* O termo pode também derivar de "xolo", um tipo de baile que reunia os escravos das fazendas, expressão que, por confusão com a parônima portuguesa, passou a ser conhecida como "xoro" e finalmente, na cidade, a expressão começou a ser grafada com "ch".

* Outros defendem que a origem do termo é devido à sensação de melancolia transmitida pelas "baixarias" do violão.

 

Século XX

 

Os conjuntos de choro foram muito requisitados nas gravações fonográficas (de LPs de 78 rotações) que tiveram início em 1902, o compositor Anacleto de Medeiros foi um dos pioneiros ao participar das primeiras gravações do gênero e de um dos primeiros discos impressos no Brasil em 1902. Misturou a xote e a polca com as sonoridades brasileiras. Como grande orquestrador, traduziu a linguagem das bandas para as rodas de choro.

 

O virtuoso da flauta Patápio Silva, considerado o sucessor de Joaquim Calado, ficou famoso por ser o primeiro flautista a fazer um registro fonográfico.

 

O violonista João Pernambuco, autor de "Sons de Carrilhões", trouxe do sertão sua forma típica de canção e enriqueceu o gênero com elementos regionais, colaborando para que o violão deixasse de ser um mero acompanhante na música popular.

 

Ernesto Nazareth, músico de trajetória erudita e ligado à escola europeia de interpretação, compôs "Brejeiro" (1893), "Odeon" (1910) e "Apanhei-te Cavaquinho" (1914), que romperam a fronteira entre a música popular e a música erudita, sendo vitais para a formação da linguagem do gênero.

 

Pixinguinha, um dos maiores compositores da música popular brasileira, que também era tenor, arranjador, saxofonista e flautista, contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva.

 

Em 1919, Pixinguinha formou o conjunto Oito Batutas, formado por Pixinguinha na flauta, João Pernambuco e Donga no violão, dentre outros músicos. Fez sucesso entre a elite carioca, tocando maxixes e choros e utilizando instrumentos até então só conhecidos nos subúrbios cariocas. Quando compôs "Carinhoso", entre 1916 e 1917 e "Lamentos" em 1928, que são considerados dois dos choros mais famosos, Pixinguinha foi criticado e essas composições foram consideradas como tendo uma inaceitável influência do jazz. Mas na verdade elas eram avançadas demais para a época. Além disso, "Carinhoso" na época não foi considerado choro e sim polca. Outras composições, entre centenas, são "Rosa", "Vou vivendo", "Lamentos", "1X0", "Naquele tempo" e "Sofres porque Queres".

Zequinha de Abreu

Zequinha de Abreu

 

Na década de 1920, o maestro Heitor Villa-Lobos compôs uma série de 16 composições dedicadas ao Choro, mostrando a riqueza musical do gênero e fazendo-o presente na música erudita. A série é composta de 14 choros para diversas formações, um Choros Bis e uma Introdução aos Choros. O nome das composições é sempre no plural. O Choros nº 1 foi composto para violão solo. Também há Choros para conjuntos de câmara e orquestra. O Choros nº 13 foi composto para duas orquestras e banda e o nº 14 para orquestra, coral e banda. A composição mais conhecida e executada desta série é o Choros nº 10 para coro e orquestra, que inclui o tema "Rasga o Coração" de Catulo da Paixão Cearense. Devido à grande complexidade e à abrangência dos temas regionais utilizados pelo compositor, esta série é considerada por muitos como a sua obra mais significativa.

 

Também a partir da década de 20, impulsionado pelas gravadoras de discos e pelo advento do rádio, o Choro fez sucesso nacional com o surgimento de músicos como Luperce Miranda e do pianista Zequinha de Abreu, autor de Tico-Tico no Fubá, além de grupos instrumentais que, por dedicar-se à música regional, foram chamados de regionais, como o Regional de Benedito Lacerda, que tiveram como integrantes Pixinguinha e Altamiro Carrilho e Regional do Canhoto, que tiveram como integrantes Altamiro e Carlos Poyares.

 

Luiz Americano

 

Um solista de destaque, nos anos 20 e 30, foi o clarinetista e saxofonista sergipano Luiz Americano, que em 1937 integrou o inovador Trio Carioca ao lado do pianista e maestro Radamés Gnattali.

 

A partir de 1930, os conjuntos regionais, formaram uma base de sustentação às nascentes estações de rádio, devido à sua versatilidade em acompanhar, com facilidade e sem muitos ensaios, os diversos estilos de música vocal que surgiram.

 

Severino Araújo

 

Um dos exemplos de união entre o choro e o jazz foi realizado por Severino Araújo, que, em 1944, adaptou choros à linguagem das big bands. Como maestro da Orquestra Tabajara, Severino Araújo gravou vários choros de sua autoria, como "Espinha de Bacalhau". Esse exemplo foi seguido por outras orquestras ou compositores como K-Ximbinho.

 

Waldir Azevedo

 

Em 1947, Waldir Azevedo, o mais popular artista do choro e virtuoso do cavaquinho, compôs "Brasileirinho" o maior sucesso da história do gênero, gravado por Carmen Miranda e, mais tarde, por músicos de todo o mundo. Waldir Azevedo foi um pioneiro que retirou o cavaquinho de seu papel de mero acompanhante e o colocou em destaque como instrumento de solo, explorando de forma inédita as potencialidades do instrumento.

 

Jacob do Bandolim

 

Jacob do Bandolim foi um virtuoso no seu instrumento que promovia famosas rodas de choro em sua casa, nos anos 50 e 60, além de grande compositor. "Doce de Coco", de 1951 e "Noites Cariocas", de 1957, são parte do repertório clássico do gênero. Jacob também promoveu o resgate de compositores antigos e fundou o famoso conjunto Época de Ouro, com César Faria e Dino 7 Cordas.

 

O Choro perdeu grande parte de sua popularidade devido ao surgimento da Bossa Nova nas décadas de 50 e 60, quando foi considerado "fora de moda". Mas o gênero manteve-se presente no ritmo de vários músicos, como Paulinho da Viola e Arthur Moreira Lima.

 

Radamés Gnattali

 

Em 1956 Radamés Gnattali compôs a Suíte "Retratos", homenageando quatro compositores que considerava fundamentais para a música brasileira, Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros, Ernesto Nazareth e Pixinguinha.

 

Década de 70

 

Ocorreu uma revitalização do gênero na década de 70. Em 1973, uniram-se o Conjunto Época de Ouro e Paulinho da Viola no show Sarau. Foram criados os Clubes do Choro em Brasília, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte, Goiânia e São Paulo, dentre outras cidades. Surgiram grupos jovens dedicados ao gênero, como Galo Preto e Os Carioquinhas. O novo público e o novo interesse pelo gênero propiciou também a redescoberta de veteranos chorões, como Altamiro Carrilho, Copinha e Abel Ferreira, além de revelar novos talentos, como os bandolinistas Joel Nascimento e Déo Rian e o violonista Rafael Rabello.

 

Festivais do gênero ocorreram no ano de 1977. A TV Bandeirantes de São Paulo promoveu duas edições do Festival Nacional do Choro e a Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro promoveu o Concurso de Conjuntos de Choro.

 

Em 1979 com o LP "Clássicos em Choro", o flautista Altamiro Carrilho fez sucesso tocando músicas eruditas em ritmo de Choro. Altamiro é uma lenda viva do Choro, já gravou mais de 100 discos, fez mais de 200 composições e já se apresentou em mais de 40 países difundindo o gênero.

 

Também em 1979, por ocasião do evento intitulado "Tributo a Jacob do Bandolim", em homenagem aos dez anos do falecimento do bandolinista, é criado o grupo Camerata Carioca, formado por Radamés Gnatalli, Joel Nascimento e Raphael Rabello, dentre outros músicos.

 

Década de 80

 

A década de 1980 foi marcada por inúmeras oficinas e seminários de Choro. Importantes instrumentistas se reuniram para discutir e ensinar o gênero às novas gerações. Em 1986, realizou-se o primeiro Seminário Brasileiro de Música Instrumental, em Ouro Preto, uma proposta ampla que ocasionou uma redescoberta do Choro.

 

A partir de 1995 o gênero foi reforçado por grupos que se dedicaram à sua divulgação e modernização e pelo lançamento de CDs.

 

Século XXI

 

O Choro entra no terceiro século da sua existência, com uma bagagem de mais de 130 anos, completamente firmado como um dos principais gêneros musicais do Brasil. São milhares de discos gravados e centenas de chorões que marcaram presença. O choro além de ser um gênero musical rico e complexo, é também um fenômeno artístico, histórico e social.

 

No entanto falta divulgação, pois enquanto o Dia Nacional do Choro é comemorado em outros países, como a França e o Japão, no Brasil a maioria da população nem sabe que existe essa data comemorativa. Sobre isso, Hermínio Bello de Carvalho escreveu: "Ao defender a tese de que a cultura deveria ser tratada como matéria de segurança nacional, penso traduzir a necessidade cada vez mais premente de abrasileirar o brasileiro, como advertiu Mário de Andrade..."

 

Dia do Choro

 

No dia 23 de abril se comemora o Dia Nacional do Choro, trata-se de uma homenagem ao nascimento de Pixinguinha. A data foi criada oficialmente em 4 de setembro de 2000, quando foi sancionada lei originada por iniciativa do bandolinista Hamilton de Holanda e seus alunos da Escola de Choro Raphael Rabello.

 

O conjunto regional e os instrumentos do choro

 

Cavaquinho em exposição. Waldir Azevedo explorou de forma inédita as potencialidades do mesmo

Cavaquinho em exposição. Waldir Azevedo explorou de forma inédita as potencialidades do mesmo

Flauta transversal, instrumento de Joaquim Calado, Patápio Silva, Benedito Lacerda e Altamiro Carrilho

Flauta transversal, instrumento de Joaquim Calado, Patápio Silva, Benedito Lacerda e Altamiro Carrilho

O virtuoso Jacob do Bandolim é o mais conhecido bandolinista de choro

O virtuoso Jacob do Bandolim é o mais conhecido bandolinista de choro

Exemplo de Pandeiro, que faz o papel de marcador de ritmo no choro

Exemplo de Pandeiro, que faz o papel de marcador de ritmo no choro

O Violão junto com o violão de 7 cordas forma a base do conjunto

O Violão junto com o violão de 7 cordas forma a base do conjunto

Violão de 7 cordas em exposição. O instrumento foi introduzido no choro para se obter notas mais graves

Violão de 7 cordas em exposição. O instrumento foi introduzido no choro para se obter notas mais graves

Abel Ferreira e Paulo Moura são exemplos de clarinetistas

Abel Ferreira e Paulo Moura são exemplos de clarinetistas

Pixinguinha e Luiz Americano são exemplos de saxofonistas

Pixinguinha e Luiz Americano são exemplos de saxofonistas

O Piano, instrumento dos chorões Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Arthur Moreira Lima, dentre outros

O Piano, instrumento dos chorões Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Arthur Moreira Lima, dentre outros

Trombone, o instrumento de Raul de Barros

Trombone, o instrumento de Raul de Barros

 

O nome provavelmente surgiu na década de 1920 por dedicarem-se à música regional. Os conjuntos regionais são compostos por instrumentos musicais de sopro, cordas e percussão. Geralmente um ou mais instrumentos de solo, como flauta, bandolim, cavaquinho ou ainda clarinete e saxofone, executam a melodia, enquanto o cavaquinho faz o papel de centralizador de ritmo e um ou mais violões e violão de 7 cordas improvisam modulações como acompanhamentos, harmonizando e formando a base do conjunto com a chamada "baixaria" de sons graves. Além desses, há os instrumentos de percussão como o pandeiro. O piano e o trombone eventualmente fazem parte dos regionais. Os chorões são versáteis e revezam-se no solo com facilidade.

 

Conjuntos Regionais em ordem cronológica

 

* O Choro de Calado (aproximadamente 1870)

* Oito Batutas (1919)

* Regional de Benedito Lacerda (1934)

* Regional do Canhoto (1951)

* Quinteto Villa-Lobos (1962) (não é regional, mas o grupo toca choros)

* Época de Ouro (1964)

* Isaías e seus Chorões (aprox. 1970)

* Galo Preto (1975)

* Os Carioquinhas (1977)

* Nó em Pingo D'Água (1979)

* Camerata Carioca (1979)

* Água de Moringa (1989)

* Rabo de Lagartixa (aprox. 1990)

* Quebrando Galho (1993)

* Choronas (1994)

* Grupo Sarau (1996)

* Choro na Feira (2000)

* Grupo Cordaviva (2001)

* Trio Quintessência (2001)

* Choro das 3 (2002)

* Trio Madeira Brasil

* Camerata Brasileira

* Grupo Choro Rasgado (2002)

* Grupo Ó do Borogodó (2005)

* Grupo Chorando as Pitangas (2004)

* Grupo Choro de Moça (2005)

* Grupo Bola Preta (1990)

* Trio Mandando Bala (2004)

 

Chorões

 

Os chorões geralmente são compositores e também instrumentistas do gênero. Afirma-se que os bons chorões precisam ter grande capacidade de improviso e domínio dos instrumentos.

 

Lista de Chorões em ordem cronológica

 

* Chiquinha Gonzaga (1847-1935)

* Joaquim Calado (1848-1880)

* Viriato Figueira (1851-1883)

* Juca Kallut (1858-1922)

* Sátiro Bilhar (1860-1927)

* Ernesto Nazareth (1863-1934)

* Catulo da Paixão Cearense (1863-1946)

* Anacleto de Medeiros (1866-1907)

* Irineu de Almeida (1873-1916)

* Quincas Laranjeiras (1873-1935)

* Patápio Silva (1880-1907)

* Zequinha de Abreu (1880-1935)

* João Pernambuco (1883-1947)

* Heitor Villa-Lobos (1887-1959)

* Donga (1890-1974)

* Bonfiglio de Oliveira (1894-1940)

* Pixinguinha (1897-1973)

* Luiz Americano (1900-1960)

* Benedito Lacerda (1903-1958)

* Luperce Miranda (1904-1977)

* Radamés Gnattali (1906-1988)

* Copinha (1910-1984)

* Abel Ferreira (1915-1980)

* Garoto (1915-1955)

* Raul de Barros (1915- )

* Dilermando Reis (1916-1977)

* K-Ximbinho (1917-1980)

* Jacob do Bandolim (1918-1968)

* Rossini Ferreira (1919 - ?)

* Ademilde Fonseca (1921- )

* Orlando Silveira (1922-1993)

* Waldir Azevedo (1923-1980)

* Altamiro Carrilho (1924- )

* Carlos Poyares (1928- )

* Antônio da Silva Torres, o Jacaré (1930-2005)

* Evandro do Bandolim (1932-1994)

* Paulo Moura (1933- )

* Joel Nascimento (1937- )

* Canhotinho (1938- )

* Ventura Ramirez (1939- )

* Arthur Moreira Lima (1940- )

* Paulinho da Viola (1942- )

* Déo Rian (1944- )

* Dino 7 Cordas (1946-2006)

* Pedro Amorim (1958- )

* Raphael Rabello (1962-1995)

* Aleh Ferreira (1966- )

* Maurício Carrilho(?)

* Nilze Carvalho (1969- )

* Hamilton de Holanda (1976- )

* Mestre Zé Paulo(?)

* Valter Silva - 7 cordas(?)

 

Curiosidades

 

Choro ou Chorinho?

 

O nome do gênero é Choro, mas popularmente é chamado de Chorinho. Muitos chorões, ou mesmo apreciadores do gênero, não gostam desta última denominação, alegando que não se chama samba de "sambinha" ou jazz de "jazzinho". Outros consideram o chorinho como um aspecto do choro ou o ambiente proporcionado pelo gênero.

 

Sucesso internacional

 

O choro faz sucesso em países muito distantes do Brasil, como o Japão, França e Estados Unidos. Já em 1985, quando a Camerata Carioca esteve no Japão, constatou a existência de músicos que tocavam e estudavam música brasileira, como o Choro Club que faz uma fusão da linguagem do choro com as tendências contemplativas da música oriental, com um repertório de composições próprias e de Ernesto Nazareth e Jacob do Bandolim.

 

Violão de 7 cordas

 

No choro, além do violão de seis cordas, existe o violão de 7 cordas, introduzido nos regionais provavelmente pelo violonista Tute, quando procurava notas mais graves para a chamada baixaria.

 

"Jazz Brasileiro"?

 

Muitas pessoas dizem que o choro é o "jazz brasileiro", mas ocorre que, apesar de ambos terem em comum a improvisação, o choro surgiu antes do jazz, portanto este último é que deveria chamar-se "choro estadunidense". Além disso, a origem dos mesmos é diferente, o jazz provém da cultura negra estadunidense e o choro tem origem européia, da polca principalmente. Uma afirmação mais correta seria a de que o choro está para a música brasileira assim como o jazz está para a música estadunidense.

 

Opiniões

 

* Radamés Gnattali reconhecia o choro como a mais sofisticada forma de música instrumental popular.

* "A verdadeira encarnação da alma brasileira", disse Heitor Villa-Lobos.

* "O choro está para o brasileiro como o tango está para o argentino."; "O chorinho é música clássica tocada com pé no chão, calo na mão, alma no céu." (Aquiles Rique Reis, vocalista do conjunto MPB-4.

 

Letra

 

Uma das principais discussões sobre o Choro é se deve ou não ter letra. Essa polêmica sempre foi discutida entre os chorões, que tem opiniões diversas, já que o gênero é puramente instrumental, mas de vez em quando algum compositor coloca letra. Um exemplo famoso é o de "Carinhoso" de Pixinguinha que recebeu letra de João de Barro e foi gravado com sucesso por Orlando Silva. As interpretações de Ademilde Fonseca a consagraram como a maior intérprete do choro cantado, sendo considerada a "Rainha do choro".

 

Filme "Tico-Tico no Fubá"

 

Em 1952, a Companhia Cinematográfica Vera Cruz produziu o filme Tico-Tico no Fubá, baseado na vida de Zequinha de Abreu.

 

Filme "Brasileirinho"

 

Em 2005 foi lançado o filme documentário Brasileirinho, um tributo ao gênero choro, do cineasta e diretor finlandês Mika Kaurismaki. Alguns músicos que participaram do filme foram Yamandú Costa, Paulo Moura e Trio Madeira Brasil, dentre outros.

 

Choro em Geral

 

* Choro Music, referência mundial em playalong do choro brasileiro

* Solanomusic - Partituras musicais

* Instituto Memória Musical Brasileira O trajeto do choro, do Rio de Janeiro para o Brasil

* Agenda do Samba & Choro

* Confraria do Choro - O gênero que toca a alma brasileira

* Estudo garante que choro paraense tem sotaque

* Chorinho Net

* Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

* Os Regionais e o Choro

* "Choro: Uma Expressão Musical Genuinamente Brasileira"

* Comemorações do Dia Nacional do Choro

* Cavaco e Choro

* RadioClick (em Estilos Musicais escolha "Choro")

* Sociedade do Choro

* A delícia do chorinho e a vergonha de ser brasileiro - artigo do jornalista André Azevedo da Fonseca

* A força que tem o choro, texto de autoria de Aquiles Rique Reis, vocalista do conjunto MPB-4

 

Clubes de Choro

 

* Clube do Choro de Brasília

* Clube do Choro de Goiânia

* Clube do Choro de Juiz de Fora

 

 

Conjuntos Regionais

 

* Quinteto Villa Lobos (não é regional, mas o grupo toca choros)

* Época de Ouro

* Galo Preto

* Choronas

* Filhos de Marta

* Quebrando Galho

* Trio Madeira Brasil

* Choro na Feira

* Choro das 3

* Camerata Brasileira

* As Quatro na Madruga

* Chorando as Pitangas

* Choro Rasgado

 

Filmes

 

Tico-Tico no Fubá

 

* Tico-Tico no Fubá

* IMDB

 

Brasileirinho

 

* Diretor de Brasileirinho fala sobre seu último filme

* Chorinho e rock'n'roll levam Brasil a Berlim

* (Em francês)

* IMDB

 

Em outros países

 

Canadá

 

* Pe de Cana trio de Vancouver-Canada

 

Itália

 

* Texto sobre o choro na Itália

 

Japão

 

* Página do Choro – da flautista japonesa Naomi Kumamoto

* CHORO CLUB do Japão

 

França

 

* Clube do Choro de Paris

* Bando do Chorão

* Festival do Choro e Heitor Villa-Lobos

 

Estados Unidos

 

* Discografia sobre Choro no site Daniella Thompson

* Clube do Choro de Miami

* Informações sobre Choro no site Maria - Brazil

* Choro Ensemble - Grupo de choro estadunidense

 

Bibliografia

 

* CAZES, Henrique. Choro: do quintal ao municipal. São Paulo: Ed. 34, 1998.

* MARIZ, Vasco. A Canção Brasileira. Rio de Janeiro: MEC, 1959, página 151-190.

* DINIZ, André. Almanaque do Choro: História do Chorinho, o que Ouvir, o que Ler. Rio de Janeiro: JZE, 2003.

 

 

Coco

 

O coco é um ritmo originário do Nordeste brasileiro. O nome refere-se também à dança ao som deste ritmo.

 

Coco significa cabeça, de onde vêm as músicas, de letras simples. Com influência africana e indígena, é uma dança de roda acompanhada de cantoria e executada em pares, fileiras ou círculos durante festas populares do litoral e do sertão nordestino. Recebe várias nomenclaturas diferentes, como coco-de-roda, coco-de-embolada, coco-de-praia, coco-do-sertão, coco-de-umbigada, e ainda outros o nominam com o instrumento mais característico da região em que é desenvolvido, como coco-de-ganzá e coco de zambê. Cada grupo recria a dança e a transforma ao gosto da população local.

 

O som característico do coco vem de quatro instrumentos (ganzá, surdo, pandeiro e triângulo), mas o que marca mesmo a cadência desse ritmo é o repicar acelerado dos tamancos. A sandália de madeira é quase como um quinto instrumento, se duvidar, o mais importante deles. Além disso, a sonoridade é completada com as palmas.

 

Existe uma hipótese que o diz que o surgimento do coco se deu pela necessidade de concluir o piso das casas no interior, que antigamente era feito de barro. Existem também hipóteses que a dança surgiu nos engenhos ou nas comunidades de catadores de coco.

 

 

Forró

 

O Forró, na verdade, compreende vários gêneros musicais oriundos do nordeste brasileiro. Possui origem mestiça. Entre vários ritmos diferentes que são comumente identificados como Forró destacam-se o Baião, o Coco, o Rojão, a Quadrilha, o Xaxado e o Xote.

 

 

Possui semelhanças tanto com o Toré e o arrastar dos pés do índios quanto com os ritmos binários portugueses e holandeses, com o balançar dos quadris dos africanos. A dança do forró têm influência direta das danças de salão européia.

 

O forró é especialmente popular nas cidades de Juazeiro do Norte, Caruaru, Mossoró e Campina Grande, onde é símbolo da Festa de São João, e nas capitais Fortaleza, Aracaju, Natal e Recife onde são promovidas grandes festas que duram a noite toda. Forró também é o nome dado a estas festas.

 

 

Origem do Nome

 

O termo Forró, segundo o mestre potiguar Câmara Cascudo, notável estudioso das manifestações culturais populares, vem da redução da palavra forrobodó, que significa, além de arrasta-pé, farra, confusão, desordem.

 

É freqüente associar-se a origem da palavra forró à expressão americana for all (para todos), como um anglicismo. Para essa versão foi construída uma engenhosa estória: no início do século XX, os engenheiros britânicos, instalados em Pernambuco para construir a ferrovia Great Western, promoviam bailes abertos ao público, ou seja for all. Assim, for all passaria a ser, no vocabulário do povo nordestino, forró (a pronúncia mais próxima). Outra versão da mesma estória substitui os ingleses pelos americanos e o Pernambuco do início do século XX pela Natal do período da Segunda Guerra Mundial, quando uma base militar dos Estados Unidos foi instalada na cidade. Apesar de jocosa a versão, não há sustentação para a origem anglicista do termo, mesmo porque em 1937, 5 anos antes da instalação da referida base, a palavra forró já se encontrava registrada na história musical através da gravação fonográfica de "Forró na roça", música composta pelos autores Manoel Queiroz e Xerém.

 

Gêneros

 

O Forró é uma dança composta de gêneros musicais que predomina principalmente na região Nordeste do Brasil mas se espalha com sucesso por todo território nacional.

 

Composto basicamente de xote, baião, xaxado, o forró também apresenta outra divisão: Forró Eletrônico, Forró Pé de Serra e Forró Universitário.

 

Artistas consagrados

 

Existem diversos artistas que entre outras modalidades também contribuíram , sejam como compositores ou intérpretes, dos diversos gêneros do forró. Veja uma outra lista de bandas de forró. Aqui constam artistas de qualidade desse gênero cujas letras são de extrema qualidade musical

 

* Alceu Valença

* Dominguinhos

* Elba Ramalho

* Genival Lacerda

* Jackson do Pandeiro

* Luiz Gonzaga

* Sivuca

* Zé Ramalho

 

A Dança

 

O Forró é dançado em duplas, casais, que executam diversas evoluções, diferentes para o Forró nordestino e o Forró universitário. A diferença principal entre esses dois forrós é que o Nordestino tem mais malícia, sensualidade, e exige mais cumplicidade dos parceiros. O Forró universitário tem mais evoluções, mais "passos". O modo de dança no Forró Universitário é o dois-dois, e os passos principais são: a "Dobradiça" (abertura lateral como uma porta), a "Caminhada" (que ao invés de ir para os lados, caminha pra a frente ou para trás), a "Comemoração" (estilo de balançada com a perna do cavalheiro no meio da perna da dama), o giro simples, o giro do cavalheiro, o "Oito" (quando o cavalheiro e a dama ficam de costas e passam um pelo outro), e no Forró Nordestino o modo de dança é o um-um (para frente e para trás) são: a levantada de perna, e a "testada" (o cavalheiro e a dama encostam as testas).

 

 

Frevo

 

O Frevo é um ritmo pernambucano derivado da marcha e do maxixe. Surgido no Recife no final do Século XIX, o frevo se caracteriza pelo ritmo extremamente acelerado. Muito executado durante o carnaval, eram comuns conflitos entre blocos de frevos, em que capoeiristas saíam à frente dos seus blocos para intimidar blocos rivais e proteger seu estandarte. Da junção da capoeira com o ritmo do frevo nasceu o passo, a dança do frevo.

 

Dançarino de Frevo com a tradicional sobrinha.

 

A Capoeira é uma luta que influenciou diretamente as origens do Frevo.

 

Até as sombrinhas coloridas seriam uma estilização das utilizadas inicialmente como armas de defesa dos passistas.

 

A dança do frevo pode ser de duas formas, quando a multidão dança, ou quando passistas realizam os passos mais difíceis, de forma acrobática. O frevo possui mais de 120 passos catalogados.

 

Pode-se afirmar que o frevo é uma criação de compositores de música ligeira, feita para o carnaval. Os músicos pensavam em dar ao povo mais animação nos folguedos. No decorrer do tempo, a música ganha características próprias acompanhadas por um bailado inconfundível de passos soltos e acrobáticos.

 

Origem da palavra

 

A palavra frevo vem de ferver, por corruptela, frever, que passou a designar: efervescência, agitação, confusão, rebuliço; apertão nas reuniões de grande massa popular no seu vai-e-vem em direções opostas, como o Carnaval, de acordo com o Vocabulário Pernambucano, de Pereira da Costa.[3]

 

Divulgando o que a boca anônima do povo já espalhava, o Jornal Pequeno, vespertino do Recife que mantinha uma detalhada seção carnavalesca da época, assinada pelo jornalista "Oswaldo Oliveira", na edição de 12 de fevereiro de 1907, fez a primeira referência ao ritmo, na reportagem sobre o ensaio do clubre Empalhadores do Feitosa, do bairro do Hipódromo, que apresentava, entre outras músicas, uma denominada O frevo. E, em reconhecimento à importância do ritmo e a sua data de origem, em 09 de Fevereiro de 2007, a Prefeitura da Cidade do Recife comemorou os 100 anos do Frevo durante o carnaval deste ano.

 

Instrumento e letra

 

De instrumental, o gênero ganhou letra no frevo-canção e saiu do âmbito pernambucano para tomar o resto do Brasil. Basta dizer que O Teu Cabelo Não Nega, de 1932, considerada a composição que fixou o estilo da marchinha carnavalesca carioca, é uma adaptação do compositor Lamartine Babo do frevo Mulata, dos pernambucanos Irmãos Valença.

 

A primeira gravação com o nome do gênero foi o Frevo Pernambucano (Luperce Miranda/Oswaldo Santiago) lançada por Francisco Alves no final de 1930. Um ano depois, Vamo se Acabá, de Nelson Ferreira pela Orquestra Guanabara recebia a classificação de frevo.

 

Dois anos antes, ainda com o codinome de "marcha nortista", saía do forno o pioneiro Não Puxa Maroca (Nelson Ferreira) pela orquestra Victor Brasileira comandada por Pixinguinha.

 

Ases da era de ouro do rádio como Almirante (numa adaptação do clássico Vassourinhas), Mário Reis (É de Amargar, de Capiba), Carlos Galhardo (Morena da Sapucaia, O Teu Lencinho, Vamos Cair no Frevo), Linda Batista (Criado com Vó), Nelson Gonçalves (Quando é Noite de Lua), Cyro Monteiro (Linda Flor da Madrugada), Dircinha Batista (Não é Vantagem), Gilberto Alves (Não Sou Eu Que Caio Lá, Não Faltava Mais Nada, Feitiço), Carmélia Alves (É de Maroca) incorporaram frevos a seus repertórios.

 

Em 1950, inspirados na energia do frevo pernambucano, a bordo de uma pequena fubica, dedilhando um cepo de madeira eletrificado, os músicos Dodô & Osmar fincavam as bases do trio elétrico baiano que se tornaria conhecido em todo o país a partir de 1969, quando Caetano Veloso documentou o fenômeno em seu Atrás do Trio Elétrico.

 

O frevo no carnaval

 

Em 1957, o frevo Evocação No. 1, de Nelson Ferreira, gravado pelo Bloco Batutas de São José (o chamado frevo de bloco) invadiria o carnaval carioca derrotando a marchinha e o samba. O lançamento era da gravadora local, Mocambo, que se destacaria no registro de inúmeros frevos e em especial a obra de seus dois maiores compositores, Nelson (Heráclito Alves) Ferreira (1902-1976) e Capiba. Além de prosseguir até o número 7 da série Evocação, Nelson Ferreira teve êxitos como o frevo Veneza Brasileira, gravado pela sambista Aracy de Almeida e outros como No Passo, Carnaval da Vitória, Dedé, O Dia Vem Raiando, Borboleta Não É Ave, Frevo da Saudade. A exemplo de Nelson, Capiba também teve sucessos em outros estilos como o clássico samba canção Maria Bethânia gravado por Nelson Gonçalves em 1943, que inspiraria o nome da cantora. Depois do referido É de Amargar, de 1934, primeiro lugar no concurso do Diário de Pernambuco, Capiba emplacou Manda Embora Essa Tristeza (Aracy de Almeida, 1936), e vários outros frevos que seriam regravados pelas gerações seguintes como De Chapéu de Sol Aberto, Tenho uma Coisa pra lhe Dizer, Quem Vai pro Farol é o Bonde de Olinda, Linda Flor da Madrugada, A pisada é essa, Gosto de Te Ver Cantando.

 

Cantores como Claudionor Germano e Expedito Baracho se transformariam em especialistas no ramo. Um dos principais autores do samba-canção de fossa, Antônio Maria (Araújo de Morais, 1921-1964) não negou suas origens pernambucanas na série de frevos (do número 1 ao 3) que dedicou ao Recife natal. O gênero esfuziante sensibilizou mesmo a intimista bossa nova. De Tom Jobim e Vinicius de Moraes (Frevo) a Marcos e Paulo Sérgio Valle (Pelas Ruas do Recife) e Edu Lobo (No Cordão da Saideira) todos investiram no (com)passo acelerado que também contagiou Gilberto Gil a munir de guitarras seu Frevo Rasgado em plena erupção tropicalista.

 

A baiana Gal Costa misturou frevo, dobrado e tintura funk (do arranjador Lincoln Olivetti) num de seus maiores sucessos, Festa do Interior (Moraes Moreira/Abel Silva) e a safra nordestina posterior não deixou a sombrinha cair. O pernambucano Carlos Fernando, autor do explosivo Banho de Cheiro, sucesso da paraibana Elba Ramalho, organizou uma série de discos intitulada Asas da América a partir do começo dos 1980.[5]

 

Botou uma seleção de estrelas para frevar: de Chico Buarque, Alcione, Lulu Santos e Gilberto Gil a Jackson do Pandeiro, Elba e Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Fagner e Alceu Valença. Entre os citados, Alceu, Zé e Geraldo mais o Quinteto Violado, Lenine, o armorial Antônio Nóbrega e autores como J. Michiles, mantêm no ponto de fervura o frevo pernambucano. Mesmo competindo com os decibéis – e o poder de sedução – do congênere baiano. As pessoas enfrentaram e competiram honestamente.

 

A importância do Galo da Madrugada na preservação do frevo

 

O Galo da Madrugada é um bloco carnavalesco que preserva as tradições locais. Eles tocam ritmos pernambucanos e desfilam sem cordões de isolamento. O galo da madrugada é um dos locais para se ouvir e se dançar frevo no carnaval.

 

O levante de Vassourinhas

 

Quando as primeiras notas de Vassourinhas são executadas no carnaval pernambucano, a multidão ergue os braços e grita junto e dança freneticamente.

 

Tipos de frevo

 

Na década de 30, surge a divisão do frevo em três tipos[6]

 

* Frevo de rua

* Frevo canção

* Frevo de bloco

 

 

 

 

 

Maracatu

 

Maracatu é uma manifestação cultural da música folclórica pernambucana afro-brasileira. É formada por uma orquestra de percussão que acompanha um cortejo real. Como a maioria das manifestações populares do Brasil, é uma mistura das culturas indígena, africana e européia. Surgiu em meados do século XVIII.

 

História

 

Os Maracatus mais antigos do Carnaval do Recife, também conhecidos como Maracatus de Baque Virado ou Maracatu Nação, nasceram da tradição do Rei do Congo, implantada no Brasil pelos portugueses. O mais remoto registro sobre Maracatu data de 1711, de Olinda, e fala de uma instituição que compreendia um setor administrativo e outra, festivo, com teatro, música e dança. A parte falada foi sendo eliminada lentamente, resultando em música e dança próprias para homenagear a coroação do rei: o Maracatu.

 

Parece que a palavra "maracatu" primeiro designou um instrumento de percussão e, só depois, a dança que se dançava ao som deste instrumento. Os cronistas portugueses chamavam aos "infiéis" de nação, nome que acabou sendo assumido pelo colonizado. Os próprios negros passaram a autodenominar de nações a seus agrupamentos tribais. As nações sobreviventes descendem de organizações de negros deste tipo, e nos seus estandartes escrevem CCMM (Clube Carnavalesco Misto Maracatu).

 

Mário de Andrade, no capítulo Maracatu de seu livro Danças Dramáticas Brasileiras II, elenca diversas possibilidades de origem da palavra maracatu, entre elas uma provável origem americana: maracá=instrumento ameríndio de percussão; catu=bom, bonito em tupi; marã=guerra, confusão; marãcàtú, e depois maràcàtú valendo como guerra bonita, isto é, reunindo o sentido festivo e o sentido guerreiro no mesmo termo. Mario de Andrade no mesmo texto deixa claro que enumerava os vários significados da palavra "sem a mínima pretensão a ter resolvido o problema. Simples divagação etimológica pros sabedores...divagarem mais." No entanto, sua origem e história não é certa. Pois alguns autores ressaltam que o maracaatu nasceu nos terreiros de cambomblé, quando os escravos reconstituíam a coroação do reis do Congo. Com o advento da abolição este ritual ganhou as ruas, tornando-se um folguedo carnavalesco.

 

Constituição

 

Do Maracatu Nação participam entre 30 e 50 figuras. Entre elas estão o Porta-Estandarte, trajado à Luís XV (como nos clubes de frevo), que conduz o estandarte. Atrás, vêm as Damas do Paço, no máximo duas, e que carregam as Calungas, que são bonecos de origem religiosa,que simbolizam uma rainha morta.

 

A dança executada com as Calungas tem caráter religioso e é obrigatória na porta das Igrejas, representando um "agrado" a Nossa Senhora do Rosário e a São Benedito. Quando o Maracatu visita um terreiro, homenageia os Orixás.

 

Depois das Damas do Paço segue a corte: Duque e Duquesa, Príncipe e Princesa, um Embaixador (nos Maracatus mais pobres o Porta-estandarte vale como Embaixador).

 

A corte abre alas para o Rei e a Rainha, que trazem coroas douradas e vestem mantos de veludo bordados e enfeitados com arminho. Nas mãos trazem pequenas espadas e cetros reais. O Rei é coberto por um grande pálio encimado por uma esfera ou uma lua, transportado pelo Escravo que o gira entre suas mãos, lembrando o movimento da Terra. O uso deste tipo de guarda-sol é costume árabe, ainda hoje presente em certas regiões africanas.

 

Alguns Maracatus incluem nesse trecho do cortejo também meninos lanceiros e a figura do Caboclo de Pena, que representa o indígena brasileiro e tem coreografia complicadíssima.

 

A orquestra do Maracatu Nação é composta apenas por instrumentos de percussão: vários tambores grandes (alfaias), caixas e taróis, ganzás e um gonguê (metalofone de uma ou duas campânulas, percutidas por uma vareta de metal).Hoje em dia, se usa xiquerês(instrumento confeccionado com uma cabaça e uma saia de contas). O Mestre de Toadas "puxa" os cantos, e o coro responde. As baianas têm a responsabilidade de cantar, outras vezes, são os caboclos, mas todos os dançarinos também podem participar.

 

Este Maracatu mais tradicional é chamado de Baque Virado porque este termo é sinônimo de um dos "toques" característicos do cortejo.

 

Os Maracatus de Baque Virado sempre começam em ritmo compassado, que depois se acelera, embora jamais alcance um andamento muito rápido. Antes de se ouvir a corneta ou o clarim, que precedem o estandarte da Nação, é a zoada do "baque" que anuncia, ao longe, a chegada do Maracatu.

 

O Maracatu se distingue das outras danças dramáticas e das danças negras em geral pela sua coreografia. Há uma presença forte de uma origem mística na maneira com que se dança o Maracatu, que lembra as danças do Candomblé. Balizas e Caboclos dançam todo o cortejo. Baianas e Damas do Paço têm coreografias especiais. Todos os outros se movimentam mais discretamente. Caboclos e Guias fazem muitas acrobacias, que parecem com os passos dos frevos de carnavalescos. Mário de Andrade descreve a dança das yabás(baianas): "Embebedadas pela percussão, dançam lentas, molengas, bamboleando levemente os quartos, num passinho curto, quase inexistente, sem nenhuma figuração dos pés. Os braços, as mãos é que se movem mais, ao contorcer preguiçoso do torso. Vão se erguendo, se abrem, sem nunca se estirarem completamente no ombro, no cotovelo, no pulso, aproveitando as articulações com delícia, para ondularem sempre. Às vezes, o torso parece perder o equilíbrio e lerdamente vai se inclinando para uma banda, e o braço desse lado se abaixa sempre também, acrescentando com equilíbrio o seu valor de peso, ao passo que o outro se ergue e peneira no ar numa circulação contínua e vagarenta..."

Moda de Viola

 

A moda de viola é uma expressão da música caipira brasileira que se destaca como sendo seu maior exemplo, entre outros ritmos e estilos formados a partir das toadas, cantigas, viras, canas-verdes, valsinhas e modinhas, trazidos pelos europeus.

 

Com uma estrutura que admite solos de viola e versos longos, intercalados por refrões, com letras extensas e que contam fatos históricos bem como acontecimentos marcantes da vida das comunidades onde são feitas, as modas de viola ganham vida independente do catira.

 

Deu origem a vários outros titmos como a música caipira, Música sertaneja, música de raiz, dentre outras.

 

Vários compositores, como os paulistas Teddy Vieira (da cidade de Buri) e Lourival dos Santos (da cidade de Guaratinguetá), ambos falecidos e que foram bastante ativos entre os anos 50 e 60, se esmeraram neste gênero musical.

 

Nos dias atuais, os mineiros Zé Mulato e Cassiano estão entre os bons compositores e cantadores de modas de viola.

 

 

MPB – Música Popular Brasileira

 

(MPB) é um gênero musical brasileiro. Apreciado principalmente pelas classes médias urbanas do Brasil, a MPB surgiu a partir de 1966, com a segunda geração da Bossa Nova. Depois, a MPB passou abranger outras misturas de rítimos como a do Rock 'n Roll e o Samba, dando origem a um estilo conhecido como Samba-Rock, a do Música Pop e do Samba, tendo como artistas famosos Gilberto Gil, Chico Buarque e outros e no final da década de 1990 a mistura da Música latina influenciada por Reggae e o Samba, dando origem a um gênero conhecido como Samba-reggae.

 

Apesar de abrangente, a MPB não deve ser confundida com Música do Brasil, em que esta abarca diversos gêneros da música nacional, entre os quais o Baião, a Bossa Nova, o Choro, o Frevo, o Samba Rock, o Forró, o Samba-reggae e a própria MPB.

 

História

 

A MPB surgiu exatamente em um momento de declínio da Bossa Nova, gênero renovador na música brasileira surgido na segunda metade da década de 1950. Influenciado pelo jazz norte-americano, a Bossa Nova deu novas marcas ao samba tradicional.

 

Arrastão, Vinícius de Moraes

Mas já na primeira metade da década de 1960, a Bossa Nova passaria por transformações e, a partir de uma nova geração de compositores, o movimento chegaria ao fim já na segunda metade daquela década. Uma canção que marca o fim da Bossa Nova e o início daquilo que se passaria a chamar de MPB é Arrastão, de Vinícius de Moraes (um dos percursores da Bossa) e Edu Lobo (músico novato que fazia parte de uma onda de renovação do movimento, marcada notadamente por um nacionalismo e uma reaproximação com o samba tradicional, como de Cartola).

 

Arrastão foi defendida, em 1965, por Elis Regina no I Festival de Música Popular Brasileira (TV Excelsior, Guarujá-SP). A partir dali, difundiriam-se artistas novatos, filhos da Bossa Nova, como Geraldo Vandré, Taiguara, Edu Lobo e Chico Buarque de Hollanda, que apareciam com freqüência em festivais de música popular. Bem-sucedidos como artistas, eles tinham pouco ou quase nada de bossa nova. Vencedoras do II Festival de Música Popular Brasileira, (São Paulo em 1966), Disparada, de Geraldo, e A Banda, de Chico, podem ser consideradas marcos desta ruptura e mutação da Bossa para MPB.

 

Era o início do que se rotularia como MPB, um gênero difuso que abarcaria diversas tendências da música brasileira durante as décadas seguintes. A MPB começou com um perfil marcadamente nacionalista, mas foi mudando e incorporando elementos de procedências várias, até pela pouca resistência, por parte dos músicos, em misturar gêneros musicais. Esta diversidade é até saudada e uma das marcas deste gênero musical. Pela própria hibridez é difícil defini-la.

 

Partido Alto

Partido Alto é um estilo de samba em que os participantes inventam os versos na hora em que estão cantando. É um gênero de cantoria e, por vezes, é também uma forma de desafio.

 

É uma modalidade de samba no qual se alternam cantando dois ou mais solistas. Compõe-se de uma parte coral (refrão ou "primeira") e uma parte solo (música) na qual os versos são improvisados ou são tirados do repertório tradicional. Os versos podemse referir-se ou não ao assunto do refrão.

 

Entre grandes cultores do partido alto, ou "partideiros", pode-se citar Clementina de Jesus, Aniceto do Império, Geraldo Babão, Candeia, Padeirinho, e, atualmente, Xangô da Mangueira, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho, Cláudio Camunguelo, Dudu Nobre, Paulino Neves e outros.

 

Repente

 

Repente (conhecido também como desafio) é uma tradição folclórica brasileira cuja origem remonta aos trovadores medievais. Especialmente forte no nordeste brasileiro, é uma mescla entre poesia e música na qual predomina o improviso – a criação de versos "de repente".O repente possui diversos modelos de métrica e rima, e seu canto costuma ser acompanhado de instrumento musical - normalmente o dedilhar de uma viola de sete ou dez cordas.

 

 

Samba-Canção

 

Samba-canção é um gênero musical proveniente do samba baseado no Romantismo, influenciado pelas baladas americanas e pelo bolero Mexicano, caracterizando-se como o samba mais lento e melodioso do Brasil. O samba-canção surgiu no final da década de 1930 como o gênero das rádios da época, permanecendo na Rádio Gazeta por muito tempo, desde sua fundação até a década de 1990, quando o romantismo na música brasileira começou a cair de moda e dar lugar a outros gêneros de samba mais agitantes e descontraídos como o pagode.

 

Por ser muito romântico, exaltando o tema amor-romance e o sofrimento por um amor sem futuro, como ocorre no bolero e na balada, o samba-canção recebeu, em seus estilos de música, a denominação de "fossa (dor-de-cotovelo)". Desta forma, este gênero de samba varia do puramente lírico, exaltando o vocabulário bastante culto e muito elaborado nas letras das músicas, representado por autores mais recentes; a mais famosa Ângela Maria, Cauby Peixoto e Alexandre Pires, ao trágico, característico de alguns autores como Dolores Duran e Lindomar Castilho. Por esta razão, pode-se dividir o samba-canção em duas gerações de sucesso do estilo.

 

Primeira geração (1940-1970)

 

É a geração mais primitiva do samba-canção, em que ele se apresentava como uma mistura entre bolero lento e samba. Nessa época, o gênero era muito cantado e falado ao mesmo tempo como se fosse as cantigas medievais, que facilmente deixavam de versar sobre o puro lírico para ir ao trágico romance, em que sempre alguém perdia na relação amorosa, mostrando muito sofrimento. Porém, apesar do samba-canção ser um estilo definido, ele foi sofrendo outras influências ao longo do tempo. Na década de 1950 o gênero recebeu a forte influência da balada americana.

 

O primeiro grande sucesso do gênero foi Linda Flor (Ai, Ioiô, de 1938), composta por Vogeler, Luís Peixoto e Marques Porto, gravado por Vicente Celestino e Aracy Cortes.

 

Nessa época surgiram também outras músicas famosas como Último Desejo, de Noel Rosa; Eu Sinto Uma Vontade de Chorar, de Donga; Menos Eu, de Roberto Martins e Jorge Faraj.

 

Assim, os autores expoentes da primeira geração foram: Dolores Duran, Noel Rosa, Lindomar Castilho, Nora Ney, Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto, Agnaldo Rayol, Maysa Matarazzo e Ângela Maria, que continuou a fazer sucesso durante toda a segunda fase.

 

Segunda geração (1970-1990)

 

A segunda geração é marcada pelas músicas românticas modernas, influenciadas pela musicalidade de teclado eletrônico, que personaliza os sons de balada, samba bem calmo e às vezes bolero lento, também influenciadas pela música sertaneja, a modinha do interior de algumas regiões do país. Assim, tudo se mistura como novas tendências dos anos 70 em que o samba vai perdendo a sua força nas rádios em relação à música eletrônica e dance e ao rock nacional. A única rádio que conseguiu recuperar a cara musical do Brasil e em especial o samba-canção, foi a Gazeta FM. Esta faz, todo mês, um quite de recordações de todas as épocas do gênero e artistas famosos. Uma grande expressão dessa recuperação foi o aparecimento de grupos como o Art Popular, surgido no final dos anos 70, principalmente com o sucesso das músicas "Temporal" e "Dizem que a felicidade" e a cantora Ângela Maria e suas participações especiais em grupos. Surgiu também, como grande expoente do gênero nessa época, o Alexandre Pires, que criou músicas de ouro também em espanhol e mais tarde foi ser membro de um grupo de pagode denominado Só Pra Contrariar, o Araújo de Morais, e o grupo Canções de Amor.

 

Depois dos anos 1990, o samba-canção sai do sucesso e hoje sofre com as novas tendências e, apesar da qualidade musical ser superior a outros estilos, ele perde para o pagode romântico, que se utiliza de um pouco do gênero para dar tom amoroso e ao mesmo tempo mantém seu tom festivo e apelativo, sem muito compromisso com a elaboração das letras. Assim, mesmo que o tema amor-romance ainda exista, o estilo suave, muito elaborado e melodioso não tem mais espaço na musicalidade brasileira, o que pode extinguir o gênero em pouco tempo.

 

Samba Enredo

 

O samba enredo, também chamada de samba-de-enredo, é um gênero musical, variante do samba moderno, surgido no Rio de Janeiro na década de 1930, feito especificamente para o desfile de uma escola de samba. Anualmente várias músicas são compostas com bastante antecedência por cada uma das escolas de samba para ser escolhida a melhor, que será apresentada no desfile de carnaval. O samba enredo deve contar o enredo que a agremiação pretende mostrar na avenida durante seu desfile.

 

O samba enredo é um dos quesitos utilizados no julgamento dos desfiles das escolas. Algumas escolas preferem deixar o samba mais calmo, outra mais agitado, uma mais romântico, de acordo com seu estilo de desfile que pode mudar de carnaval para carnaval.

 

O primeiro samba-enredo foi composto em 1933, pela Unidos da Tijuca, porém só entre 1946 e 1949 torna-se uma regra definitiva dos desfiles.

 

 

Samba-de-Roda

 

Possivelmente a mais antiga e primitiva forma de samba surgida no Brasil, mais especificamente na região do recôncavo baiano, provavelmente no início do século XIX. É originalmente uma dança com derivações e influências da capoeira, lundu e do maculelê. É uma música essencialmente percussiva, sem instrumentos de harmonia e consiste em acompanhamento de atabaque, pandeiro, berimbau e palmas.

 

A grande maioria do repertório do samba-de-roda tradicional tem autoria desconhecida e as canções foram sendo transmitidas oralmente de geração para geração. Em algumas cidades do recôncavo baiano ainda se preserva a forma tradicional do samba-de-roda, sendo Dona Edith do Prato (Edith Oliveira Nogueira) um das intérpretes expoentes do gênero e os compositores Riachão e Batatinha alguns dos nomes mais conhecidos. Dona Edith lançou o seu primeiro disco em 2006, já aos 94 anos de idade, pela gravadora carioca Biscoito Fino, mas ela já foi ouvida anteriormente em disco de outros artistas conterrâneos da cidade de Santo Amaro da Purificação, como Caetano Veloso e Maria Bethânia.

 

O samba-de-roda foi registrado e tombado como patrimônio imaterial pelo IPHAN em 25 de novembro de 2005.

 

Sertanejo

 

No Brasil, chama-se música sertaneja o estilo musical autoproclamado herdeiro da "música caipira" e da Moda de viola que se caracterizava pela melodia simples e melancólica.

 

O adjetivo "sertanejo", originalmente, se refere a tudo que é próprio dos "sertões", ou seja, do interior antigo, quase despovoado e rural do Brasil (no interior de São Paulo e nos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná)

 

 

Música caipira

 

Era chamado de "Caipira" o tipo de música composto e executado por artistas das zonas rurais: a antiga Moda de viola. Os caipiras utilizavam instrumentos artesanais e típicos do Brasil-colônia como viola, acordeão e gaita. Cornélio Pires é primeiro grande promotor da música caipira, foi ele o primeiro a conseguir, em 1928, que a música caipira entrasse para a discografia brasileira. Assim gravando vários discos popularizou a música caipira no Brasil.

 

Música sertaneja

 

No entanto, a partir da década de 1980, tem início uma exploração comercial massificada do estilo "sertanejo" . Surgem inúmeros artistas, quase sempre em duplas, que são lançados por gravadoras e expostos como produto de cultura de massa. Estes artistas passam a ser chamados de "duplas sertanejas". Começando com Chitãozinho & Xororó e Leandro & Leonardo, uma enxurrada de duplas do mesmo gênero segue o fenômeno, que alcança o seu auge entre 1988 e 1990.

 

Em seguida, começa uma decadência do estilo na mídia. A música sertaneja perde bastante popularidade, mas continua sendo ouvida principalmente em áreas rurais do Centro-Sul do Brasil.

 

No entanto, no início da década de 2000, inicia-se uma espécie de "revival" desse estilo, principalmente devido à sucesso de duplas como Bruno & Marrone e Edson & Hudson, e sua ampla divulgação na mídia, sobretudo a televisiva.

 

Ao longo desta evolução, evitou-se cuidadosamente o termo "caipira" que era visto com preconceito nas cidades grandes. O estilo "sertanejo", ao contrário da música caipira, tem pouca temática rural para poder agradar habitantes de cidades grandes. A temática da música sertaneja, é, em geral, o amor não correspondido e o marido traído.

 

A música de raiz

 

A música rural que mantém seus temas, (feita por Cornélio Pires, João Pacífico, Tonico & Tinoco, Alvarenga & Ranchinho, Pena Branca & Xavantinho, Teixeirinha, Zé Fortuna & Pitangueira, entre outros), para se diferenciar da música sertaneja, passa a se denominar então de "música de raiz", querendo dizer com isso que está ligada verdadeiramente às suas raízes rurais e à moda de viola e a terra, ao sertão, pois o termo "bens de raiz" significa as propriedades agrícolas.

 

Em 1961, virou sucesso mundial a música: "Coração de Luto" do cantor e compositor gaúcho Teixeirinha, a música contribuiu para a expansão da música caipira para outros países.

 

Recentemente o compositor Renato Teixeira compôs a música "Rapaz Caipira", como crítica aberta à "música sertaneja" e fazendo renascer a expressão "música caipira".

 

Músicos sertanejos e de raiz

 

* Adalberto & Adriano

* Almir Sater

* As Marcianas

* Ataíde & Alexandre

* Bruno & Marrone

* Cascatinha & Inhana

* César Menotti e Fabiano

* Chitãozinho & Xororó

* Daniel

* Edson & Hudson

* Emerson Pereira

* Felipe & Falcão

* Franco Alves

* Gian & Giovanni

* Gino & Geno

* Guilherme & Santiago

* Guto & Nando

* Inezita Barroso

* Irmãs Galvão

* João Mineiro e Marciano

* João Neto & frederico

* João Paulo & Daniel

* Leandro & Leonardo

* Leonardo

* Lourenco & Lourival

* Marlon & Maicon

* Matogrosso & Mathias

* Milionário & José Rico

* Nhô Mércio

* Raul Torres

* Pena Branca & Xavantinho

* Pedro Bento & Zé Da Estrada

* Renato Teixeira

* Rick & Renner

* Rionegro & Solimões

* Rolando Boldrin

* Sérgio Reis

* Teodoro & Sampaio

* Tião Carreiro & Pardinho

* Tonico & Tinoco

* Victor & Léo

* Trio Parada Dura

* Zé Fortuna & Pitangueira

* Zé Henrique & Gabriel

* Zezé Di Camargo & Luciano

* Zilo & Zalo

 

Vanerão

 

Vanerão é um tipo de dança típica nos estados do Sul do Brasil, notadamente entre os gaúchos do Rio Grande do Sul. Assim como a vanera e a vanerinha, nasceu de uma alteração da habanera. Ao lado do chote, do bugio e do fandango, tornou-se uma das danças mais populares do Rio Grande do Sul. Foi levada ao Mato Grosso pelos gaúchos que para lá partiram em busca de novas fronteiras agrícolas no século XX.

 

Xote

 

Xote é, atualmente no Brasil, uma modalidade de Forró. O Xote se originou a partir de uma dança típica de Portugal do século XIX, trazida ao país pelos colonizadores europeus e, a partir daí, caído no gosto dos escravos brasileiros. O xote é dançado devagar, é encostar a cabeça no ombro do parceiro, fechar os olhos, e dois pra lá e dois pra cá, é uma dança bem chão, ou seja pés no chão.Os dançarinos usam com roupa as meninas vestidos até o joelho ou tornozelo, bem rodados, fitas e qualquer outras coisas no cabelo enfeitando como rosas, já os homens calças e camisas estampadas uma bela música de xote devagar e é só dança. O ritmo inspira muita sensualidade e também nos seus movimentos. Xote é uma modalidade do baião, é um ritmo mais lento, romântico, no qual o casal dança lento com poucas evoluções e está sempre com caráter sensual meio jocoso.

 

Músicas consideradas Xote: - Espumas ao vento - Fagner; - Regresso - Elba Ramalho; - Moreno - Bicho de Pé.

 

Em Portugal o Xote, Xotiça ou Scotish é uma dança popular, que surge em todo o território. Mais recentemente foi reintroduzida com nova coreografia adotada da França. Trata-se de uma dança de par geralmente rápida, com passos muito simples e com muitos momentos de improviso. O primeiro e maior divulgador do xote foi o Rei do Baião - Luiz Gonzaga

 

Carimbó

 

Carimbó é um ritmo de origem negra com influências portuguesas (os estalos dos dedos e palmas em algumas partes da dança), pertencente ao folclore amazônico. Surgida em torno de Belém na zona do salgado (Marapanim, Curuça, Algodoal...) e na Ilha de Marajó, passou de uma dança tradicional para um ritmo moderno, influenciando a lambada e o zouk.

 

 

Caxambú

 

É o batuque de negros do Estado de Minas Gerais. Assim como o batuque, é acompanhado de cânticos, constítuidos, em sua maioria, de versos emparelhados, que uma pessoa canta e outra responde. Em Alguns lugares, recebe o nome de Jongo.

 

 

Congo

 

Encontrado no Espírito Santo, também é uma variante do antigo batuque. Os registros de tais formações no Estado datam de meados do seculo XIX. Instrumentos: tambores pequenos e grandes, com pele em uma ou ambas as extremidades, casacas, chocalhos e cuíca.

 

Maculelê

 

Musica e dança guerreira praticada por negros baianos, simulando-se um combate com o jogo de bastões e facões, executado em ritmo eletrizante produzido por atabaques.

 

Pagode

 

O Pagode é um subgênero musical brasileiro nascido no fim da década de 1970. É considerado uma derivação de outro gênero, o samba, e passou a ser conhecido no bairro de Ramos, no subúrbio do Rio de Janeiro. Na década seguinte, ganharia amplo espaço nos meios de comunicação brasileiros.

 

 

Gênero

Antigamente, pagode era considerado como festa de escravos nas senzalas. No final da década de 1970, no Rio de Janeiro o termo passou a ser associado a festas em casas e quadras dos subúrbios cariocas, nos calçadões de bares do Centro do Rio e da periferia, regadas a bebida e com muito samba. A palavra pagode no sentido corrente surgiu de festas em favelas e nos fundos de quintais cariocas que falavam sobre sentimentos (alegrias e tristezas) das pessoas que lá moravam.

 

O 'samba adquiriu diferentes formatos ao longo de várias décadas, entre os quais, "samba de breque", "samba-canção", "samba-enredo", "samba de partido-alto", , "samba-puladinho", "samba-sincopado" (ou gafieira), "samba de rancho", "samba de roda", "samba com Axé" e Samba-Reggae". O pagode é mais uma forma derivada do samba no final da década de 1970.

 

O pagode apresenta diferenciações nítidas do samba. Tem andamento mais ligeiro, agressivo, além de introduzir o repique de mão criado pelo músico Ubirany, do grupo Fundo de Quintal), o tantã (criado pelo músico e compositor Sereno, do grupo Fundo de Quintal) e o banjo com braço de cavaquinho (criado por Almir Guineto). É um ritmo de mais festeiro do que o samba tradicional.

 

Gênero tipicamente popular, o pagode tornou-se logo sucesso nacional em festas nos subúrbios da cidade do Rio de Janeiro, especialmente pela aglutinação espontânea de sambistas em Ramos, Abolição, Madureira, Oswaldo Cruz, Vista Alegre, entre outros.

 

Os primeiros pagodeiros de destaque foram Almir Guineto, Zeca Pagodinho, Caprí, Deni de Lima, o grupo Fundo de Quintal, Jovelina Pérola Negra, Jorge Aragão, Mauro Diniz e Nei Lopes. Um importante álbum do gênero é "Raça Brasileira", de 1985, que conta com a participação de muitos destes artistas. No ano seguinte, seria lançado o primeiro álbum de Zeca Pagodinho, que obteve vendagens expressivas.

 

Com o passar do tempo, o gênero passou a aceitar ás vezes instrumentos como o teclado (como em "Parabéns Pra Você", do Fundo de Quintal). E na década de 1990, o pagode de raiz foi perdendo cada vez mais terreno para um variante mais comercial, com grandes índices de vendagem. Grupos não só cariocas, mas também paulistanos tiveram. um êxito, notadamente por tocarem um estilo mais romântico. Hoje, este pagode comercial convive com o de raiz, e ambos têm sucesso comercial no Brasil

 

 

 

Rasqueado

 

É um estilo de música e de dança regional do Centro-Oeste do Brasil, mais precisamente da capital do estado de Mato Grosso, Cuiabá.

 

 

Xaxado

 

Música de cangaceiros era estritamente vocal, tendo o ritmo marcado apenas com o bater das coronhas dos rifles no chão.